Percebi que as postagens atingiram a fantástica meta de dois textos em dois meses. Então vou escrever um pouco para não dar aquela desculpa de 'faltou inspiração'.
Meus pensamentos hoje cercaram o tempo!
Palavra inabraçável. Tanto quanto 'inabraçável'. Tão grande, coitado! Tem a mania irritante de dar apenas uma chance para você se virar. O que aconteceria se fosse possível regredir sua contagem?
E, de certa forma, o pensamento parou por aí. Humanos com brinquedinhos são medonhos. Você conseguiria se imaginar andando pela rua e descobrindo que nunca ganhou aquelas roupas nem foi matriculado no colégio para onde se dirigia? Sim. Você acaba de se tornar um atentado ao pudor ambulante sem formação acadêmica. Tudo porque sua tia Muriel decidiu não lhe mimar naquele final de ano e sugeriu a seus pais que lhe mandassem de volta à tia Maricota.
Outro ponto: seria muito sem graça viver sem riscos. E as pessoas têm aquela maravilhosa tendência natural a todas as tentativas e erros que não resultem em cair de um precipício. "Vamos fazer errado primeiro para ver o que acontece e depois voltamos para consertar tudo!"
Há dois dias atrás você poderia ter aproveitado a melhor chance da sua vida.
Quem sabe você não devesse ter dito aquilo para alguém que amasse.
Um pouco mais de maturidade teria resolvido o problema muito mais rapidamente.
E aquela sua atitude na festa foi tremendamente chocante.
Mas patético mesmo é perder dois dias por causa de dois dias anteriores. Tome um banho e cante no chuveiro, dê uma volta sem ligar para os carros, pare naquela loja de CD's só para relembrar aquelas músicas, compre um chocolate para sua pessoa especial, abrace seu melhor amigo, comente que a festa foi ótima.
E viva.
domingo, 16 de setembro de 2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
O Que Será..
"O que será que será, que vive nas idéias desses amantes?"
"Quem irá dizer que não existe razão pras coisas feitas pelo coração"...
E o que realmente acaba conosco, é essa razão? Tantos casos indigestos dos famosos machos, impulsivamente atendendo suas vontades. Tantas histórias que poderiam continuar felizes. E é sempre a mulher que se culpa...
Publico hoje não uma peça minha. Publico uma peça que vi perdida por amigas, vez por vez. Pela conscientização, pela indignação, por um pouquinho de razão junto com esse nosso amor que dizemos ser tão fiel e compreensivo, abramos os olhos!
O mundo já está cheio disso. Eu estou cheio disso!
Elas estão cheias disso... =/
"Quem irá dizer que não existe razão pras coisas feitas pelo coração"...
E o que realmente acaba conosco, é essa razão? Tantos casos indigestos dos famosos machos, impulsivamente atendendo suas vontades. Tantas histórias que poderiam continuar felizes. E é sempre a mulher que se culpa...
Publico hoje não uma peça minha. Publico uma peça que vi perdida por amigas, vez por vez. Pela conscientização, pela indignação, por um pouquinho de razão junto com esse nosso amor que dizemos ser tão fiel e compreensivo, abramos os olhos!
O mundo já está cheio disso. Eu estou cheio disso!
Elas estão cheias disso... =/
segunda-feira, 23 de julho de 2007
De verdade? =/
Não é um passatempo interessante? Juntar peça por peça, construindo um cenário imenso, e quanto mais próximo do fim mais fácil continuar? Perceber quando uma peça falta e saber como resolver isso rapidamente.A maioria das pessoas costuma começar pelas bordas, não? Quando não já têm idéia de que ali está a igreja, ou o vaso de flores.
Ando confuso. Até agora consegui uma parede, o topo de alguma cadeira e pelo menos o que me parece uma maçã. Mas são tantos pedaços diferentes. Como fazer o encaixe?
As bordas.
Se alguma força fizesse o seu contorno e você, acompanhando o processo, pudesse fazer qualquer observação, o que diria?
Eu? 'Você realmente não pode alisar aquela parte? Bem ali?'
Por muito tempo o que eu queria ser não foi eu mesmo, muito menos o que meus pais queriam o que eu fosse. Enganei a todos, iludido pela possibilidade de passar anos de minha vida sem consequências. Enganei a mim de tal forma que agora não tenho explicações para o que ocorreu.
O problema daquele 'grandes poderes vêm com grandes responsabilidades' é que nós nos preocupamos tanto em procurar um poder que esquecemos da responsabilidade com o resto.
E a realidade atinge.
Eu deveria ter alisado aquela parte. Bem ali.
E só. Tarde demais? Acho que não. Se eu não me engano, ainda não pedi para fecharem o contorno. É só dar uma esticada na linha e um corte aqui... é, mais ou menos.
Certas coisas ficam no passado.
E de que vale o centro se você não sabe o que colocar em volta?
Ando confuso. Até agora consegui uma parede, o topo de alguma cadeira e pelo menos o que me parece uma maçã. Mas são tantos pedaços diferentes. Como fazer o encaixe?
As bordas.
Se alguma força fizesse o seu contorno e você, acompanhando o processo, pudesse fazer qualquer observação, o que diria?
Eu? 'Você realmente não pode alisar aquela parte? Bem ali?'
Por muito tempo o que eu queria ser não foi eu mesmo, muito menos o que meus pais queriam o que eu fosse. Enganei a todos, iludido pela possibilidade de passar anos de minha vida sem consequências. Enganei a mim de tal forma que agora não tenho explicações para o que ocorreu.
O problema daquele 'grandes poderes vêm com grandes responsabilidades' é que nós nos preocupamos tanto em procurar um poder que esquecemos da responsabilidade com o resto.
E a realidade atinge.
Eu deveria ter alisado aquela parte. Bem ali.
E só. Tarde demais? Acho que não. Se eu não me engano, ainda não pedi para fecharem o contorno. É só dar uma esticada na linha e um corte aqui... é, mais ou menos.
Certas coisas ficam no passado.
E de que vale o centro se você não sabe o que colocar em volta?
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